Sessões com filmes premiados do Arquiteturas, em Maio, no Barreiro e no Funchal

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O Circuito Itinerante do Arquiteturas Film Festival, que apresenta os cinco filmes premiados da edição de 2017, depois de São paulo e Florença, passa agora por mais dois destinos: Barreiro e na Madeira (Funchal).

Na sexta-feira, 18 Maio, segue rumo para a Margem Sul para uma sessão única marcada para as 21h30 que marca o Dia Internacional dos Museus, numa iniciativa conjunta entre Câmara Municipal do Barreiro e Parque Empresarial Baía do Tejo. Com entrada livre, esta sessão de cinema realiza-se no Edifício A4. Inserido num antigo complexo industrial, este edificado está actualmente devoluto, tendo albergado o antigo Gabinete de Projetos da CUF, mais tarde, AQuatro – Projetos e engenharia, SA ocupa hoje o local. O Edifício A4 encontra-se junto ao mural do VHILS.

 

Barreiro,18 de Maio, 21h30

 

Melhor Filme Internacional

“Square Vs. Circle”, 28’ de Kristina Leidenfrostova, Eslováquia, 2016

Na Eslováquia, em “Square Vs. Circle”, encontramos Ivan Matušík (b.1930), um arquitecto que teve um papel significativo nos anos 1960 com edifícios onde a estética comunista está bem presente mas que desde o fim do regime comunista na Checoslováquia, em 1989, e depois da separação entre a República Eslava de Leste e a República Checa, em 1993, estão em risco de não serem preservados. Deve o trabalho dos arquitectos que trabalharam durante este período ser preservado ou deve o país destruir o seu passado para poder renovar-se?

Melhor Filme Experimental

“Il Grande Cretto Di Gibellina”, 14’ de Petra Noordkamp, Países Baixos, 2017

Há casos em que os cidadãos moldam a cidade e há casos em que a cidade não se deixa moldar pelos cidadãos. Em “Il Grande Creto di Gibellina”, é-nos mostrada a cidade antiga de Gibellina (no centro da Sicília, Itália, na província de Trapani). Tendo sido destruída por um terramoto em Janeiro de 1968, os seus cidadãos e pessoas ilustres, decidiram que queriam reconstruir a cidade como land art e memorial. E assim foi. A nova cidade de Gibelina foi reconstruída a 11 km da cidade original mas este documentário centra-se no trabalho que o artista italiano Alberto Burri (1915-1995) desenvolveu enquanto responsável pela concepção de como é que essa memória do acontecimento deveria ser preservada e, como é que a cidade deveria parecer. O design é inesperado e comovente.

Prémio Novos Talentos

“Today” 4’ de Marcel Ijzerman, Países Baixos, 2016

Ao som de sete conversas gravadas na Province House of North Brabant (NL), vemos em “Today” o motor do edifício icónico que torna possível a sua manutenção. O desenho original de Hugh Maaskant (1907-1977) foi recentemente renovado pela KAAN Architecten, harmonizando o antigo e o moderno. Ao espectador é apenas permitido, passivamente, testemunhar a monumentalidade do edifício.

Prémio do Público

“Tudo é Projecto”, 73’ de Joana Mendes da Rocha e Patrícia Rubano, Brasil, 2017

“Arquitetura é um desejo humano”. Quem pronuncia estas palavras é o arquitecto brasileiro Paulo Mendes da Rocha (n.1925), cujo trabalho foi desenvolvido maioritariamente no Brasil, em particular, em São Paulo. Recebeu o Prémio Mies van der Rohe (2000), o Prémio Pritzker (2006) e no ano passado, foi-lhe atribuído o Leão de Ouro por Enaltecimento de Carreira na Bienal de Veneza. É o maior nome vivo da arquitectura brasileira e este documentário é acerca da sua vida e obra. A personagem principal é Mendes da Rocha, ele mesmo, que através das suas palavras conta a sua história de vida, enquanto entrevistado pela sua filha. O arquitecto mostra uma disponibilidade genuína para reflectir sobre a prática da arquitectura e para avaliar o papel do arquitecto na sociedade, ao ponto de, por vezes, dar um papel secundário ao seu trabalho. Aos 88 anos, partilha as suas ideias sobre urbanismo, natureza, humanidade, arte e técnica sempre em diálogo com a sua filha, criando um mise en scène que é lúdica, íntima e biográfica.

Menção Honrosa

“Brasília – Life After Design”, 88’ de Bart Simpson, Canadá/ Brasil/ Reino Unido, 2017

Uma compreensão do que está em jogo em Brasília. Tendo sido fundada em 1960, para que o Brasil tivesse uma nova capital mais central, o arquitecto principal, Oscar Niemeyer (1907-2012), e urbanista Lúcio Costa (1902-1998), tiveram o privilégio de realizar o sonho modernista e construir do zero uma cidade inteira. Sessenta anos depois, até que ponto é que a estratégia de Brasília (o seu plano geral) foi bem sucedido e que tácticas é que os seus habitantes criaram, de forma a poder continuar a viver em Brasília?

 

 

No Funchal, e em parceria com OASRS Madeira, os filmes premiados Arquiteturas de 2017 serão distribuídos por duas sessões, no dia 23 e 30 de Maio, às 21h00, na sede desta delegação (Rua dos Netos, 24).

Funchal 23 de Maio, 21h00

Melhor Filme Internacional

“Square Vs. Circle”, 28’ de Kristina Leidenfrostova, Eslováquia, 2016

Prémio do Público

“Tudo é Projecto”, 73’ de Joana Mendes da Rocha e Patrícia Rubano, Brasil, 2017

Funchal, 30 de Maio , 21h00

Prémio Novos Talentos

“Today” 4’ de Marcel Ijzerman, Países Baixos, 2016

Melhor Filme Experimental

“Il Grande Cretto Di Gibellina”, 14’ de Petra Noordkamp, Países Baixos, 2017

Menção Honrosa

“Brasília – Life After Design”, 88’ de Bart Simpson, Canadá/ Brasil/ Reino Unido, 2017