Três filmes diferentes sobre as consequências de desastres naturais: três lugares (Sicília, Nova York, a cidade chilena de Talca), dois tipos de desastres (terramotos e furacões) em dois períodos diferentes (os anos 1960 e 2010), dois géneros cinematográficos (experimental e documental) e três linguagens cinematográficas individuais para representar e contar estas ocorrências confrontantes. Uma sessão multifacetada em torno de temas comuns de efemeridade e durabilidade, destruição, reconstrução e regeneração, o frágil equilíbrio entre a civilização humana e as forças da natureza, e simplesmente: o significado de casa. Nós tendemos a entender a nossa casa como um abrigo forte, mas esta aparente segurança pode, de repente, acabar. Na cidade de Nova York, assistimos às imagens hipnotizantes de uma pá mecânica a demolir casas temporárias depois de terem cumprido a sua missão, e vemos a transitória casca fina como papel que oferecia aos moradores que aguardavam um novo lar permanente. Um contraste com as formas opacas que cobrem as ruínas da antiga vila de Gibellina. De uma perspetiva concreta do ambiente material que os dois primeiros filmes oferecem, em Talca acompanhamos os residentes e os seus esforços para lidar com a irreversibilidade da situação, perguntando-se muito concretamente se devem construir uma nova casa onde esta sempre esteve de pé, ou abandoná-la e construir outra noutro lugar.

 

Il Cretto

Aglaia Konrad
Bélgica, 2018, 11’
Competição Experimental 
Estreia Portuguesa 

 

 

Managed Retreat

Nathan Kensinger
EUA, 2018, 18’
Competição Documentário
Estreia Portuguesa

 

Casa Antúnez

Nora Niasari
Chile, 2017, 52’
Competição Documentário 
Estreia Portuguesa