Exposição Construir o Cinema | 6 a 10 de Junho no Fórum Lisboa

No âmbito de uma parceria entre a AEFA e o ARQUITETURAS FILM FESTIVAL proposemos um exercício que visa explorar as intersecções entre a arquitectura e o cinema. Os trabalhos produzidos vão ser tema da exposição CONSTRUIR O CINEMA patente de 6 a 10 de Junho no Fórum Lisboa.

Este exercício coloca em comparação conceitos inerentes à realização da obra arquitectónica e da obra cinematográfica com especial incidência no modo de pensar e conceber o espaço arquitectónico e, a cidade. Tempo, espaço e movimento são instrumentos que as duas disciplinas partilham e manipulam. No cinema, cada fragmento apresentado adquire significado através do contexto que lhe é atribuído na sequencialidade do filme. Na arquitetura, a vivência de cada espaço contribui para a articulação de um todo, moldando o seu significado final. O cinema recompõe a arquitectura no enquadramento, criando, deste modo, uma nova arquitectura dentro da existente: aquela que nos é exibida. A paisagem e elementos arquitectónicos não são apenas plano de fundo, contribuindo, tal como os protagonistas, para decifrar o enredo. A cidade é experienciada como o filme e o filme como a cidade: trata-se da acumulação de experiências e do efeito que estas têm na nossa percepção e vivência do espaço.

“The architecture of cinema does not possess a utilitarian or inherent value – the characters, events, and architecture interact and designate each other. Architecture gives the cinematic episode its ambiance, and the meanings of the event are projected on architecture. The cinematic narrative defines the boundaries of lived reality […]” (Pallasmaa, 2007)

Curadoria de Vera Beltrão

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No âmbito de uma parceria entre a AEFA e o ARQUITETURAS FILM FESTIVAL proposemos um exercício que visa explorar as intersecções entre a arquitectura e o cinema. Os trabalhos produzidos vão ser tema da exposição CONSTRUIR O CINEMA patente de 6 a 10 de Junho no Fórum Lisboa.

Este exercício coloca em comparação conceitos inerentes à realização da obra arquitectónica e da obra cinematográfica com especial incidência no modo de pensar e conceber o espaço arquitectónico e, a cidade. Tempo, espaço e movimento são instrumentos que as duas disciplinas partilham e manipulam. No cinema, cada fragmento apresentado adquire significado através do contexto que lhe é atribuído na sequencialidade do filme. Na arquitetura, a vivência de cada espaço contribui para a articulação de um todo, moldando o seu significado final. O cinema recompõe a arquitectura no enquadramento, criando, deste modo, uma nova arquitectura dentro da existente: aquela que nos é exibida. A paisagem e elementos arquitectónicos não são apenas plano de fundo, contribuindo, tal como os protagonistas, para decifrar o enredo. A cidade é experienciada como o filme e o filme como a cidade: trata-se da acumulação de experiências e do efeito que estas têm na nossa percepção e vivência do espaço.

“The architecture of cinema does not possess a utilitarian or inherent value – the characters, events, and architecture interact and designate each other. Architecture gives the cinematic episode its ambiance, and the meanings of the event are projected on architecture. The cinematic narrative defines the boundaries of lived reality […]” (Pallasmaa, 2007)

Curadoria de Vera Beltrão