2015 Arquiteturas Film Festival

1 e 2 de Outubro // QUI e SEX // 19h30 // Fórum Lisboa


Ciclo de conversas (constituído por duas sessões) sobre a construção de ficções ou fantasias cinematográficas que se tenham ocupado da visão de futuros no nosso país.

Visões do futuro passado no cinema em Portugal

Em cada uma das sessões e após a projecção de um pequeno ensaio audiovisual (composto por excertos de filmes seleccionados e relevantes para o caso), os convidados conversarão com os “espectadores” presentes sobre imagens visionadas e o espaço que elas enquadram, desde que tal par tenha inventado lugares por vir. Apoiada (ou talvez não!) em obras canónicas ou marginais e sob categorizações robustas ou frágeis, a matéria destas sessões permitirá discutir e analisar à superfície algumas das obras rodadas em Portugal sob o género possível da ficção científica ou do fantástico. Desde os ambientes em obsolescência de O Estado das Coisas (Wim Wenders, 1982), A Força do Atrito (Pedro M. Ruivo, 1992) ou Aparelho Voador a Baixa Altitude (Solveig Nordlund, 2002) aos territórios em potência de Os Emissários de Khalôm (António de Macedo, 1988), A Confederação (Luis Galvão Teles, 1977) ou Um S. Marginal (José de Sá Caetano, 1981), tudo será desculpa para uma aproximação à especulação cinematográfica sobre visões de outros tempos.
Não sendo novidade que o cinema sempre investiu em espaços peculiares e métodos inovadores para representar futuros ou passados, parece relevante que a maior fatia desta elevada criatividade venha ancorada ao presente.

Moderador: João Rosmaninho

João Rosmaninho (Lisboa, 1979) é licenciado em Arquitectura pela Universidade do Minho (2002), mestre em Ciências da Comunicação pela Universidade Nova de Lisboa – FCSH (2009) e doutorando em Cultura Arquitectónica na Escola de Arquitectura da Universidade do Minho, com investigação sobre o Cinema em Lisboa (a terminar em 2016). É docente na Escola de Arquitectura da UM (desde 2002) onde também colaborou no seu Centro de Estudos (2009-2010). Mais recentemente foi investigador visitante em Harvard University – GSAS (2013) e em University College London – the Bartlett (2014). Tem publicado artigos e apresentado comunicações em vários encontros e conferências nacionais e internacionais, sempre sobre as relações entre ficção e arquitectura.

SESSÃO#1 — Obsolescências
1Out/QUI/ Bar do Fórum Lisboa/19h30

A Força do Atrito (1992)

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Convidado: Pedro M. Ruivo
Pedro M. Ruivo – Cineasta retirado, dedica-se à sustentabilidade ambiental e energética. Interesses em arte, ciência, política e economia. Praticante de natação. Melómano. Finalista do MI em Engenharia do Ambiente.

Alguns exemplos de filmes a debater: O Território (Raoul Ruiz, 1981); O Estado das Coisas (Wim Wenders, 1982); Recordações da Casa Amarela (João César Monteiro, 1989); A Força do Atrito (Pedro M. Ruivo, 1992); ou (Solveig Nordlund, 2002).

SESSÃO#2 — Potências
2Out/SEX/Bar do Fórum Lisboa/19h30

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Convidado: António de Macedo
António de Macedo nasceu em Lisboa em 1931. Cineasta, escritor e professor universitário, frequentou a Faculdade de Letras da Universidade Clássica, a ESBAL onde se diplomou em Arquitectura em 1958, e a Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da UNL, onde se doutorou em Sociologia da Cultura, em 2010, com distinção e louvor.
No início da sua carreira, e durante alguns anos, exerceu a profissão de arquitecto que abandonou em 1964 para se dedicar à actividade de cineasta, escritor com vários romances publicados e professor.
Inclui na sua extensa filmografia dezenas de documentários, programas televisivos e filmes de longas-metragem de ficção, tendo obtido diversos prémios nacionais e internacionais com os seus filmes.
Foi um dos co-fundadores do chamado «Novo Cinema Português» com a sua primeira longa-metragem, Domingo à Tarde (1965), tendo sido igualmente co-fundador do histórico Centro Português de Cinema, apoiado pela Fundação Calouste Gulbenkian, e da cooperativa de produção de filmes Cinequanon que durante 26 anos (de 1974 a 2000) desempenhou um papel preponderante no panorama cinematográfico e televisivo português.

Alguns exemplos de filmes a debater: A Confederação: O Povo É Que Faz a História (Luis Galvão Teles, 1977); Um S Marginal (José de Sá Caetano, 1981); O Rei das Berlengas (Artur Semedo, 1978), Os Abismos da Meia-Noite e Os Emissários de Khalôm (António de Macedo, 1983 e 1988); Bis ans Ende der Welt (Wim Wenders, 1991); Manual de Evasão – LX 94 (Edgar Pêra, 1994); Animal (Roselyne Bosch, 2005); ou Kinotel (Christine Reeh, 2009).

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